quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Orgânicos de Irecê - A feira é um sucesso











Com esses belos sorrisos e a simpatia do casal Mário e Leila é que sou recebida na Feira de Produtos Orgânicos de Irecê.  Eles são proprietários da Fazenda Amizade, uma pequena propriedade da zona rural de Irecê, onde além de plantar criam caprinos. Na Feira eles também vendem leite e queijo de cabra. O queijo é uma delícia! Mário e Leila que me convidaram para conhecer a Feira durante uma visita que fiz à Fazenda Amizade. Cheguei na Feira portanto por boas mãos.


 Depois das devidas apresentações, conversei com os produtores sobre o trabalho de pesquisa que fazemos no interior da Bahia, onde levantamos, registramos e divulgamos os produtos da agricultura familiar e do pequeno produtor de alimento. O momento foi de trocas de informação. Estou totalmente à vontade entre os produtores porque falamos a mesma linguagem.
O território de Irecê tem 70 produtores orgânicos certificados e mais 70 prontos para receber a certificação em 2018.  O sistema de fiscalização é eficaz, além de órgãos certificadores acompanharem todo processo, um produtor fiscaliza o outro, as visitas são constantes e é uma forma de aprendizado com as trocas de experiências.  Cooperação na prática.



Tomate, tomatinho cereja, aipim, maxixe, abóbora, batata doce, cebola branca e roxa, quiabo, ovos, goiaba, melancia, maracujá, laranja, limão cravo, manga, abobrinha, pasta de alho, tempero pronto, galinha caipira, bote, farinha de mandioca, goma, bolos, doces,  biscoitos, leite, queijos.
Temos uma feira completa na Feira Orgânica de Irecê.

Abobrinha, Espinafre, Alfaces: Crespo, Americano e Roxo; Rúcula, Cebolinha, Coentro, Salsa, 
Alho Poró, Rabanete .






Pepino do Mato, Pepino Gigante, Piupiu, são vários nomes.  Só sei que tem muito aqui. 


A beleza dessa couve que foi plantada, cultivada, colhida e transportada com muito carinho e zelo.


E os cortadinhos não podem faltar.  Um símbolo do Sertão. Na Feira Orgânica de Irecê eles estão sempre presentes: de palma, abobrinha, maxixe, quiabo, abóbora, couve, mix de abóbora com quiabo.
Para quem pensa que praticidade é coisa de grandes supermercados, os cortadinhos já são feitos a muito tempo no Sertão da Bahia. É só comprar o saquinho, colocar  na panela e preparar. Se quiser tempero pronto também não falta. Mais prático que isso não existe.


Capim Santo, Erva Cidreira e muitas outras ervas medicinais também tem na Feira.


Flores cultivadas nas pequenas propriedades do Território de Irecê. 
Sempre Vivas simbolizam a força, a beleza e a resistência da Região.



Pão de Queijo, Chimango, João Duro, esse bolinho rústico de polvilho e queijo tem vários nomes. Seja como for que você chame ele é muito bom. A simplicidade do Sertão.

 

Bolo de Milho Verde, Ovos Caipira e Açúcar Demerara. Você pode já levar o lanche pronto pra casa.


Bolo de Nata, típico da Região de Irecê. Esse é leve, perfumado e saboroso.



 

Finalizo a visita conversando com Matheus que me conta a sua história. Desde os seis anos de idade já trabalha em feiras, vendendo os produtos da Fazenda da família. Na adolescência veio da roça para estudar na sede da cidade de Irecê, ele e sua irmã Paula. Estudaram e resolveram voltar para a roça e fazer o que gostam: plantar. Estão seguindo a tradição da família de plantar orgânicos, trazendo benefícios para a saúde do povo.  Eles, como todos os feirantes da Feira Orgânica de Irecê vendem com um preço que toda a população possa ter acesso a comida limpa, saudável.


Volto pra casa fortalecida pro encontrar gente do bem, fazendo coisas boas, com consciência de que é preciso plantar e colher juntos para termos um planeta mais saudável e justo.
Grata a Matheus, Nozinho, Mário, Leila, efim a todos os participantes das Feiras Orgânicas de Irecê.
E fica a dica: 
Todas  4ª feiras na Praça Clériston Andrade, às 17h
Todos os Sábados no Pátio da COPIRECÊ, às 6h
Cheguem cedo porque a procura é grande.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Baixo Sul da Bahia. Fartura e generosidade são os símbolos dessa região.

Ir ao Baixo Sul da Bahia é sempre motivo de festa para o meu coração. Já no planejamento da viagem fico feliz imaginando as cores, os cheiros, a exuberância da natureza, a alegria e receptividade do povo da região.  E dessa vez a viagem teve sabor especial, sabor de reencontro, de recomeço. 
Haja fartura!  O tamanho das graviolas não me deixam mentir.
Graviola, essa fruta tão deliciosa, boa para a nossa saúde, tem de fartura na região.


Rambutão, se adaptou bem na região.  


Trouxe pra casa umas mudas do Ipê Amarelo que aparece na foto.


Graviola, Mamão, Banana, Coco, Abacaxi, Rambutão, Cupuaçu, Aipim, Abóbora, Melão Roxo, Cacau,  muda de Ipê Amarelo, foi um simbólico brinde que foi ofertado pela Secretaria de Cultura de Tancredo Neves, aos participantes do encontro dos gestores de cultura que tive a oportunidade de participar.


Associação de Doceiras e Artesãs da Moenda  presente no Encontro de Cultura do Baixo Sul da Bahia.  A Associação produz bolos, biscoitos, doces, com produtos da agricultura familiar.


Grata ao querido Marcelo Rocha, secretário de cultura do município de Tancredo Neves, pela recepção calorosa que recebi. 


Esse foi o melão roxo que eu trouxe pra casa e claro que eu não ia deixar esses belos cacaus para trás, trouxe tudinho na bagagem.




 Bom reencontrar nosso amigo David Terra, de Valença. Além de cantar e tocar muito bem, é um ativo participante da movimentação cultural da região. 



A sede do Ides, Instituto do Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul. Parceiro das boas ações que acontecem na região.



 Olha o figo! Mas na região o que é aproveitado são as folhas nas moquecas, em substituição ao leite de coco. O Baixo Sul é totalmente Panc.


Jambo Rosa, uma delícia.


 Flores alegrando meus caminhos. Um espetáculo de cores. 


 Cabaças. Um símbolo de fartura!  Amo quando encontro um pé carregadinho de cabaças.


Entre rosas meninas, cabaças, flores e mais flores.... 

A simplicidade das brincadeiras de crianças.  

 

 Um cantinho singelo para contemplar a natureza e a minha própria natureza. Reflexões.


A flor da laranjeira, cheira mais que aroeira. Vou mandar tirar, vou mandar tirar, Flor de laranja 
pro meu benzinho cheirar


Folha do Padre, acredito que seja  parente da sálvia. Usei em alguns pratos, perfume gostoso.




 A roda da vida girando e eu aqui de volta ao Baixo Sul, onde tantas coisas boas aconteceram na minha vida. Gratidão pelos amigos que tenho aqui e por tanto que me ensinam.


 Olhando Ituberá do alto, lá do mirante da Igreja de Santo André. 


Quem tem amigos, tem um tesouro. Liliana Leite, minha querida amiga e anfitriã no Baixo Sul.


Fico feliz nesse lugar!