quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Tortinha Integral de Banana



Essa tortinha integral de banana, é bem gostosa, nutritiva e fácil de fazer.  

Pode até ser congelada, quando quiser é só descongelar.
A foto não tá lá muito boa, mas a tortinha é uma delícia.

Fiz assim:
Aveia (farinha ou flocos finos) - 01 xícara
Farinha de Trigo Integral - 01 xícara (pode ser farinha branca se preferir)
Azeite de Oliva - 1/2 xícara (pode ser óleo ou manteiga)
Sal
Canela em pó
Água gelada - 1/2 xícara
Banana da Terra cortada em rodelas
Misturei a aveia, farinha, sal, canela, acrescentei o azeite e com a ponta dos dedos fui fazendo uma farofa.  Acrescentei a água no centro da farofa e fui incorporando aos poucos, trabalhando até formar uma massa homogênea. Coloquei em um saco plástico e deixei descansar na geladeira por uns vinte minutos.
Abri a massa com um rolo, cortei rodelas com um cortador e forrei forminhas de fundo removível, coloquei as rodelas de banana, polvilhei com açúcar mascavo misturado com canela.
Levei ao forno pré-aquecido em temperatura média.  Levou uns quinze minutos para assar.

Vai umas dicas:
  • Pode ser feita em forminhas de empada.
  • Já fiz em forma de pizza.
  • O recheio pode ser também de maçã, ameixa fresca, etc
  • Se quiser congelar é só enrolar cada uma em filme plástico e levar aos freezer ou congelador.
A  banana eu comprei na feira orgânica que acontece toda quinta-feira, a partir das 8h, no Centro Administrativo da Bahia, nos pátios da Secretaria do Trabalho e da Agricultura. É só chegar e procurar nosso amigo Marujo que ele atende a todos com a maior alegria e ainda dá as melhores explicações sobre os produtos.



sábado, 12 de agosto de 2017

Rapadura é doce mas não é mole não. A prosa em Angical continua


Esse fogão está esperando o que?


O tacho??


Se avexe não que já tá chegando!


 

 Zezinho e Aprígio estão a postos


 E com disposição para nos contar como recomeçaram a produzir rapadura em Angical


Jairo tá todo interessado em aprender como é que faz o fogão.


Bem que podia fazer um desses aqui em casa, hummm, gostei da ideia 


A forma da rapadura



Tudo foi feito por Zezinho: fogão, forma, moinho que é movido por força animal.


Um homem e a sua vontade de voltar a produzir rapadura, como seu pai e seu avô faziam


Ele nos explica que o tacho veio de Luís Eduardo Magalhães, uma pessoa fez quando soube que ele queria fazer rapadura, a engrenagem do moinho veio de Tocantins, de uma pessoa que sonhava em ver ela ter de novo utilidade, trouxe e entregou a ele para que desse vida de novo a ela.
Sonhos compartilhados.


Lições de vida, de coragem, de solidariedade. 


Aprendendo com esses homens que são capazes de sonhar, criar, realizar e acima de tudo serem felizes trabalhando em comunidade, pela comunidade e suas famílias. Simples assim. Eles cresceram sabendo que a vida é como a rapadura, que é doce mas não é mole não! Por isso se fizeram fortes.


  Eis o resultado da força do querer de Zezinho: uma rapadura perfumada e muito saborosa. Lembrando do poeta Wilberto Leite: a cana para dá um bom mel passa por um grande aperto.
E assim a vida segue. 


Com a beleza desse pé de cabaça carregadinho,  nos lembrando que a vida pode ser bela e farta,  é que me despeço temporariamente dos amigos de Angical, porque em breve estarei por aqui de novo para novos aprendizados que também irei compartilhar com vocês.
Até breve Natalina, Reinildo, Aprígio, Zezinho, Juvaneide,Vera, Letícia, Sirlene. Grata pela acolhida.










Empadinha que derrete na boca








Sabe aquela empadinha do tempo da vovó? Aquela mesmo, que se desmancha toda, derrete na boca. Delícia que faz parte das festas,  sempre disputada quando o garçom passa com a bandeja. Todos dizem que engorda, mas é difícil achar quem resista a essa tentação que faz parte da vida dos brasileiros.  Pois é, nossa receitinha é bem daquele jeitinho tradicional, aquela que amamos.
Vou colocar aqui a receita, igual como ensino nas aulas do curso  "Confeitaria para Empreendedores", que já realizei em várias cidades da Bahia.
Espero que gostem. Qualquer dúvida é só perguntar nos comentários. 


EMPADA
Ingredientes

Farinha de Trigo – 1 kg
Manteiga – 250 g
Banha – 250 g
Sal – 01 colher de chá
Água Gelada – 100 ml

Modo de Preparo

Misturar a farinha com o sal, colocar em uma bancada, fazer uma cavidade no centro e colocar a manteiga, banha e água gelada, trabalhar com as mãos até formar um creme, incorporar a farinha aos poucos. Trabalhar a massa até que fique lisa e homogênea.  Enrolar a massa com filme plástico, deixar na geladeira por no mínimo 20 minutos. Preencher as forminhas para empada sem untar com a massa, colocar o recheio tampar com um pouco da massa, pincelar com gema. Assar a 180º.
Dicas


  • Rechear a gosto: com frango, camarão, carne, bacalhau, peixe, etc.
  • Essa mesma massa pode ser usada para fazer quiche, empadão, bolinho de queijo, etc.
  • Quando fizer empadas de vários sabores, colocar uma marca na tampa: camarão - um pedaço da massa em forma de meia lua; frango - uma bolinha, etc.




RECHEIO DE FRANGO

Ingredientes

Peito de Frango cozido – 500g
Cebola picada – 01 unidade
Alho picado – 02 dentes
Óleo – 02 colheres de sopa
Sal – a gosto
Pimenta do reino branca
Salsinha
Cebolinha
Mostarda


Modo de Preparo

Desfiar o frango ou passar no processador. Levar uma panela ao fogo. Colocar o óleo, refogar o alho e a cebola. Acrescentar o frango, refogar bem. Temperar com sal, pimenta branca, salsinha, cebolinha, mostarda.  


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Lombo de Porco Defumado com Mel, Castanha de Baru e Chutney de Maçã

Os amigos que faço pelos caminhos por onde passo são sempre generosos comigo, esse prato é em retribuição ao carinho de alguns deles.
Usei ingredientes de pequenos produtores do interior da Bahia: o lombo defumado da família Pontel, o salame artesanal da Fatto a Mano do Sr. Rodolfo,  o mel do Sr. Fischer, todos de Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia;  o Baru foi oferta do chef Osmane, do Azuis, lá no Tocantins; o vinagre de cacau do querido Mestre Cobra Mansa do Kilombo Tenonde , distrito de Bonfim, Valença;  o tomate e a pimenta malagueta defumados veio de Morro de Chapéu, do nosso amigo Maciel;  a farinha de mandioca é da minha cidade Nazaré das Farinhas e a manteiga de garrafa veio de Juazeiro da Bahia.  O tempero verde compro nas feirinhas orgânicas e da agricultura familiar. Ahhh e as flores que deram esse tom especial ao prato foi oferta de Lucineide Ribeiro.
Amizade traduzida em um prato. É claro que para preparar e apresentar essas delícias só podia ser no Programa Prato da Casa, da querida Elíbia Portela, sempre valorizando os profissionais e a gastronomia da Bahia.
Vou passar a receita logo abaixo, com todo passo-a-passo.
Espero que gostem.



Organização faz parte do trabalho. 


 Castanha de Baru, uma riqueza do cerrado  brasileiro. 


Esse salame é tudo de bom, totalmente artesanal, produção controlada e que sabor.

 
Tenta imaginar o aroma que invadiu a cozinha do estúdio de Elíbia Portela, hummmm


Esse contraste maravilhoso do salgadinho da carne com a doçura do mel e do chutney.


A doçura do chutney levemente apimentado com a pimenta defumada.


E na bagagem trouxe "mimos" de LEM para Elíbia Portela, que é muito amada no Oeste da Bahia. A cesta de capim dourado veio da Associação Caliandra; os saborosos  biscoitos de Ana Leiro;  e essa linda caixa de brigadeiros de baru da doceira Carla Franco.


A imagem na TV ficou assim. 
Isso é agricultura familiar. Esses são sabores da Bahia.


LOMBO DE PORCO DEFUMADO AO MEL E CASTANHA DE BARU
Lombo de Porco Defumado – 01 k
Mel – 02 colheres de sopa
Castanha de Baru – 03 colheres de sopa
CHUTNEY DE MAÇÃ E TOMATE DEFUMADO:
Manteiga de Garrafa – 02 colheres de sopa
Cebola picada – 1/2 unidade
Maçã descascada e picada – 02 unidades
Canela em Pau – 01 pedaço
Aniz Estrelado – 01 unidade
Açúcar Mascavo – 02 colheres de sopa
Mel – 01 colher de sopa
Vinagre de Cacau – 02 colheres de sopa
Tomate Cereja Defumado 
Pimenta Malagueta Defumada
Sal
FAROFA DE SALAME ARTESANAL
Manteiga de Garrafa – 1/2 xícara
Cebola Picada – 1/2 unidade
Salame artesanal – 300 g
Farinha de Mandioca
Tempero Verde
Sal
Preparei assim:  Tirei o lombo da embalagem, pincelei com o mel, salpiquei a castanha de baru picada, dei uma leve comprimida com a mão para a castanha aderir. Forno por 25 a 30 minutos, depende do seu forno. 
O chytney, coloquei a manteiga em panela aquecida, refoguei a cebola, coloquei a maçã e os demais ingredientes, deixei cozinhar.  Ele perfumou toda cozinha. Fica com um brilho lindo. A mistura da acidez da maça, do tomate e do vinagre de cacau, da doçura do mel e do mascavo, do sabor das especiarias e o leve ardor da pimenta, resultou numa explosão de sabores, muito booom.
A farofa, eu sou uma farofeira confessa, é super fácil, precisa ter uma farinha de boa qualidade, torrada no ponto certo.  Levei a panela ao fogo com manteiga de garrafa, refoguei a cebola, acrescentei o salame picadinho, só de lembrar do cheirinho que subiu da panela deu vontade de fazer de novo. Tirei a panela um pouco do fogo, acrescentei a farinha, misturei bem, voltei ao fogo para dar uma torradinha na farinha, acrescentei o tempero verde picadinho e uma pitadinha de sal.
Tudo muito prático e fácil de fazer. 
Delícias da agricultura familiar da nossa Bahia.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Angical, a prosa continua, porque a agricultura familiar tem muitas riquezas e diversidades


Como nasceu essa nossa relação de respeito e admiração pela agricultura familiar de Angical, cidade do Oeste da Bahia?  Bem, esse é mais um bom e saboroso fruto do projeto Festival LEM Gastronomia, que nas suas três edições trouxe a tona tantos homens e mulheres com suas belas e fortes histórias de lutas e vitórias.
Nossa querida Natalina, com sua proposta de valorização e incentivo a agricultura familiar do seu município organizou a presença de Angical no LEM Gastronomia e o que vimos durante os três dias do Festival foi um show de competência, talento e comprometimento.
 Agricultura familiar fazendo a diferença.

  
O estande de Angical foi um dos mais bem caracterizados e com uma rica gastronomia.


Bolos, brevidades e biscoitos de diversos sabores,  produzidos com ovos, aipim, polvilho da agricultura familiar de Angical.  E é claro o famoso queijo do Sr. Didi, pequeno produtor que zela pela qualidade e sabor dos queijos que produz, ele acompanha desde o boi no pasto, alimentação e vacinação do animal, transporte e armazenamento do leite, para garantir que chegue um queijo de alta qualidade à mesa do consumidor. O pequeno produtor fazendo a diferença.



Irá e Luza prepararam no fogão a lenha a famosa galinha caipira de Angical e claro com o pirão. Todos os produtos: galinha, temperos, farinha de mandioca veio da agricultura familiar. 


 Galinha pronta, Irá e Luza com o sentimento de dever cumprido. 


Show de simpatia! Cativou o público!


Tava bom demais.


 Só tenho a agradecer pela participação tão bonita das mulheres de Angical no LEM Gastronomia.
Assim nascem as boas parcerias, com respeito e valorização do trabalho de cada um.
E vamos em frente que temos muito trabalho pela frente.
Ainda teremos mais prosa sobre Angical e sua agricultura familiar.

Angical, Agricultura Familiar, belas histórias acontecendo


























Chegamos, eu e Jairo, a Angical cidade do Oeste da Bahia, após percorrer 854km de estradas.  Angical é uma cidade simples, singela, população simpática e chegada a uma boa prosa. Ficamos logo encantados com a igreja de Senhora Sant'Ana, lindamente pintada de verde e amarelo, nunca pensei que iria achar bonita uma igreja pintada nessas cores. Mas é linda mesmo.


Fomos a Angical a convite da nossa querida Natalina, que nos recebeu com uma mesa maravilhosa, galinha caipira, pirão (que pra mim é a melhor parte), pamonha, vários tipos de biscoitos  de polvilho e o famoso queijo do Sr. Didi que só experimentando para saber quanto é bom, sou fã e divulgadora.


Pela manhã fomos direto (é claro que depois de um farto café)  fomos para a comunidade de Oriçanga, um assentamento rural, onde nos reunimos na casa de Zezinho e Juvaneide, com a diretoria da Associação do Eixão de Missão.  O tema só podia ser um: Agricultura Familiar. Reinildo, que é o presidente da Associação, começou a nos relatar o progresso das famílias depois que por iniciativa de Natalina, mudaram da criação de gado para plantar orgânicos.  Os relatos são emocionantes. Sr. Aprígio com uma palavra forte nos conta sobre a luta deles para manter a Associação dentro de uma linha de trabalho sério e progressista, que cada vez una mais os agricultores do assentamento.


As mulheres contam como começaram a plantar suas hortas orgânicas e hoje isso se tornou uma boa fonte de renda para suas famílias. Além das hortas, existe uma fábrica de biscoitos, bolos e brevidades, onde elas utilizam o polvilho e ovos caipira também produzidos nos assentamentos. Toda  produção é vendida através da Associação,  para os programas governamentais e para os moradores da cidade.  


A prosa foi longa, muitas histórias de vida, muitas histórias de vitórias.


Histórias de construção, de plantios e belas colheitas,  contadas na sombra do cajueiro.


Histórias de solidariedade e amizade.

Ainda vamos continuar falando sobre esse belo encontro em Angical e porque continuo encantada com meu povo do interior da Bahia. De volta a ativa, estava sentindo falta dessas andanças.




quarta-feira, 18 de maio de 2016

III Festival LEM Gastronomia com data marcada

"A gastronomia pode ser a ponta do iceberg, porque se constitui num elemento de identidade e pertencimento, que de certa forma por seus gostos e sabores, favorece a identificação, pois ela é reveladora, expõe as crenças, valores, costumes, topografia, clima, relevo, gostos, agricultura, pecuária, a verdadeira essência do povo ao qual pertence." (CORNER, 2011)

Nos achados de minhas pesquisas, creio que essa é das frases que melhor expressa a proposta que tenho buscado trazer através de meu trabalho. E se tudo isso encontra um ápice, um momento que eu possa sintetizar o sentimento de ligação entre os diversos pontos que envolvem a gastronomia, esse momento é, com toda certeza, o Festival LEM Gastronomia.

Estamos nos preparativos para a terceira edição do Festival. Serão três dias de grandes e intensas vivências. Agricultura familiar, economia solidária, pequenos produtores, cozinheiros, chefes de cozinha, todos reunidos em um só espaço, compartilhando com o público seus saberes, suas experiências.

Venha com a gente para o III FESTIVAL LEM GASTRONOMIA: “O Brasil Bem Temperado!”, de 05 a 07 de agosto de 2016.

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